Excesso de açúcar e depressão



Imagem: Furtherfood 


Já ouviram falar sobre a relação de excesso de açúcar e depressão? Fomos buscar alguns estudos que falem sobre isso...

O açúcar pode ser doce, mas seu consumo em excesso trás efeitos sobre o corpo que são muito amargos e este excesso é algo evidente na população em geral. Não estando associado somente com o aparecimento de cáries nos dentes, obesidade, diabetes e outras doenças não transmissíveis, estudos recentes vem comprovando também a sua associação com problemas psicológicos, como a depressão.

Existem várias explicações biológicas para isso. Uma delas está relacionada com os níveis baixos do o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, do inglês Brain-derived neurotrophic factor) que desempenha um papel central na neurogênese e plasticidade sináptica; O consumo de carboidratos tem sido associado ao aumento dos marcadores inflamatórios circulantes, que podem diminuir o humor; A indução da hipoglicemia pós prandial através de uma resposta de insulina exagerada pode influenciar os níveis hormonais e potencialmente o estado de humor; A ação sobre o mecanismo de neurotransmissão dopaminérgica; E a obesidade que vem como um fator mediador entre excesso de açúcar e depressão, não somente por fatores inflamatórios, mas também psicossociais, como a discriminação por peso.

Neste caso o ideal é reduzir ao máximo o consumo de açúcar e fornecer para o organismo, nutrientes que sejam importantes para a produção da serotonina, como é o caso do triptofano e ácido fólico que contribui para a produção dos neurotransmissores cerebrais envolvidos no humor e bem estar, claro que com o auxilio de um nutricionista.


Texto: Q4 Nutrição


KNÜPPEL, Anika et al. Sugar intake from sweet food and beverages, common mental disorder and depression: prospective findings from the Whitehall II study. Scientific Reports, v. 7, n. 1, p. 6287, 2017. Disponível em:< https://www.nature.com/articles/s41598-017-05649-7>;
FERNANDES, Brisa Simões. Fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) no transtorno bipolar: uma metanálise. 2009. Disponível em:<http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/18503>;
STANDAERT, D.; GALANTER, Joshua M. Farmacologia da neurotransmissão dopaminérgica. Princípios de Farmacologia: A Base Fisiopatologia da Farmacoterapia, p. 166-185, 2009. Disponível em: <http://leg.ufpi.br/subsiteFiles/lapnex/arquivos/files/Farmacologia%20da%20neurotransmissao%20dopaminergica.pdf>.

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